sábado, 8 de outubro de 2011

Quando as dificuldades se abatem...

‎(...)Mas há escolhas e dois caminhos a serem seguidos. Ou você fica e tenta ou você vai embora e desiste. Se você ficar e tentar, não vai ser tão ruim assim, mas fácil também não vai ser! Quando você resolve ir embora, tudo de bom que poderia ter se concretizado ao lado de uma pessoa, se perde com o tempo.
Assim, as relações humanas se esvaem, os telefonemas não são mais correspondidos, os sentimentos se perdem e você nem sabe mais o que sentir e nem o que deva tentar sentir.
... A única coisa que sente, é que deve estar ali!
(Izadora Fontoura)


domingo, 5 de junho de 2011

“O que é Ação Cultural”- Teixeira Coelho - por Izadora Fontoura


“O que é Ação Cultural”- Teixeira Coelho



 No tempo em que se faz alusão a tantas democracias, tantos rumores e tanta liberdade falseada, podemos perceber a que ponto chegamos em questão de “mundo”. Isso foi uma pequena frase demonstrativa que quis ter o mínimo acesso que fosse, de minha parte, ao que pude sentir ao ler “O que é Ação Cultural”, de Teixeira Coelho. Mais que ler, é entender o quanto sua indignação e posição diante dos fatos é verdadeira e voraz.
A forma expressa no livro, principalmente voltada à questão de definição e exemplificação da cultura nos dá esse parâmetro. “Quem tem a arte em si, diz Kraus, não precisa de motivo exterior que é a exposição”. Acho muito boa essa frase que Coelho destaca em meio a tantas outras. Ora porque hoje em dia se diz preciso expor, ora porque uma parte o faz. Acho que deve haver uma limitação quanto a esse termo. Precisa-se enxergar muito mais que o supérfluo; que o óbvio em cada ação como artistas.
Ler o livro de Teixeira Coelho enxerta essas questões tão fortemente, que vontades por vezes contidas em nosso âmago, teimam em libertar-se.
Passamos a outro ponto, a diferenciação entre Ação Cultural e Ação Educativa.  Temos como ação cultural a procura e viabilização do êxtase, sair do contexto em que se encontra, enxergar acima, sobre; para assim, enxergar por dentro. Porém, como vemos no livro, Teixeira se refere à educação como o oposto, oposto ao ex-stase, ou seja, resumidamente, preparar-se para o que está, para o que é, para o que existe. Então cultura e educação formam objetos de interpretação diferentes, pois têm objetivos diferentes; porque são, em suma, diferentes.

Porém, no capítulo seguinte, Teixeira Coelho nos explica que a      educação pode ser uma modalidade da cultura. Porém, a ação cultural vai além do tornar educação uma modalidade de cultura. Até porque, se fôssemos aceitar transformar ação cultural em ação educativa, estaríamos limitando muito nosso campo, pois que o caminho da ação educativa é o caminho seguro e mais fácil que se teria a escolher. A ação cultural não se limita, ela visa um campo amplo, sem barreiras – e se as barreiras existirem, visa então, o ultrapassar das mesmas; almejando seu objetivo maior.
Tem de se deixar claro que nem tudo é ação cultural. Ação política não é ação cultural. Alfabetização é ação educativa. Ação cultural tem sua fonte na produção simbólica de um grupo. A ação cultural deve usar o modo operativo da arte, que visa a libertação, o questionamento e com o mesmo, a mudança.


Pensar em ação cultural é pensar em imaginação- pois que a mesma nos abre para a possibilidade, só temos de saber usá-la; a ação propriamente dita e a reflexão, que após contínua e sempre presente duração, faz ao sujeito que pratica a ação um bem maior. Traz à ele uma integração construída ao longo desse processo; traz finalmente a mudança.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MOSTRA CIRCO GIRASSOL- 10 ANOS!







Galera, é com muita honra que convido vocês todos para minha primeira participação oficial como Produtora Cênica- (produção executiva!). Trabalhando atualmente na Mostra Circo Girassol-10 anos!

Por favor leitores, a presença de vocês é muito importante para mim!! 


Tragam suas escolas, EJAScursinhos (principalmente no turno da noite, para enchermos a lona e podermos levar os melhores espetáculos até vocês!)
Vamos fazer essa movimentação galera, ajudem aí! Levar a arte e a cultura, é proporcionar reflexão ao indivíduo!



Informações
De 20 a 31 de maio, uma das mais importantes companhias circenses do Brasil, comemora seus dez anos de forma grandiosa: 6 espetáculos, 20 apresentações e 5 palestras, com entrada franca!!

Acesse o site e confira a programação!

http://www.circogirassol.com.br/mostra/

Reservas pelos telefones: (51)3387-8595 ou (51)9904-5159 - falar com Izadora Fontoura. Ou através do e-mail:

circogirassol.agendamento@
gmail.com

(Essa programação faz parte do Palco Giratório- SESC)










domingo, 24 de abril de 2011

O teatro contemporâneo - por Izadora Fontoura (Trabalho para Evolução da Encenação e Linguagem)


TEATRO CONTEMPORÂNEO- CONTEXTUALIZAÇÃO


Devemos pensar, em primeiro plano, que um movimento vem sempre em oposição ao outro. A isso devemos as grandes mudanças que temos até então. Questionar e se permitir ser questionado nos modifica. A arte é prova clara disso, pois arquetipa em seu mais profundo silêncio tantas e quantas coisas devem e/ou podem ser ditas.
O teatro moderno se situa no final do século XIX, ganhando mais força no século XX, onde transformações acontecem em todos os campos, principalmente no campo econômico e social, através da Revolução Tecnológica.
Se as transformações ocorrem, o diálogo, por ele mesmo, também se forma. Diálogo esse, que pode ser circunscrito de forma clara e bem sucedida (em termos). Com a potencialidade que a revolução elétrica trouxe pudemos assim, estabelecer outras formas no fazer teatral. A experimentação diante de novos recursos, agora traz para dentro da cena teatral sensações diversas, como também plasticidade e técnicas novas se criavam. A fluidez que se concebia naquele momento, dava aos artistas novos parâmetros e uma perspectiva muito mais aguçada.
A cenografia, por sua vez, se dirigia a muitos efeitos não-realísticos (mudanças de palco que podiam ser vistas pelo público). No teatro contemporâneo tanto as tradições realistas como as não-realistas convivem simultaneamente.
O século XX nos propôs reflexão e quebra de muitos paradigmas. Influenciando assim, muitos artistas a buscarem a representação do real através do Naturalismo¹ e do Realismo².
Pode-se dizer  que Antoine –figura 8- (André Antoine-1859-1943) foi o primeiro encenador, no sentido moderno da palavra, a registrar suas concepções  e a sistematizá-las além de teorizar a arte da encenação. O temos também como representante da inauguração do teatro moderno. Ele busca uma nova concepção arquitetônica para os teatros, que permita boas condições visuais e acústicas para todo público. O diretor e o encenador adquirem nova dimensão. André Antoine usa cenários de um realismo extremo. Na Rússia, o diretor Constantin Stanislavsky cria um novo método de interpretação, Método das Ações Físicas.
O aspecto moderno reside sobretudo na sua denúncia de todas as convenções forjadas e depois usadas-como se usa uma roupa- por gerações de atores formados dentro de uma certa retórica do palco, quer dizer, dentro de uma prática estratificada pelo respeito a uma tradição, ao mesmo tempo em que as condições técnicas do teatro se vinham transformando.” 3
Constantin Stanislavsky4 -figura 9- (1863-1938), como foi dito acima, continua o legado de Antoine e de sua forma, acrescenta. Ele repelia práticas óbvias do fazer teatral. Tanto ele como Antoine buscavam a veracidade; a luta por uma atuação verossímil, a luta por uma verdade singular. Sem alegorias e contra estereótipos.
 Com força, as pesquisas são levadas à frente e colocadas em práticas diárias. Surge Meyerhold (figura 10), Artaud (figura 11),Brecht (figura 12)... Sem dúvidas, grandes nomes, grandes legados deixados para a humanidade. Além de companhias que se formam dali pra frente.


¹  No teatro, o naturalismo exerceu mudanças marcantes, com o surgimento do diretor, do cenógrafo e do figurinista. Até então, o próprio ator escolhia suas roupas, um único cenário era usado para diversas montagens, e não estava definida a posição do diretor como coordenador de todas as funções. A iluminação passou a ser mais estudada e adotou-se a sonoplastia. É um radicalismo do Realismo.
²  O Realismo opunha-se ao idealismo do Movimento Romântico, considerava que o mundo era independente da representação mental que o artista fizesse dela.
Pregava a atenção e fidelidade máxima ao real e trazia a reflexão sobre temas sociais.
Real era considerado apenas aquilo que era percebido pelos sentidos, com observação e comprovação e sem abstrações.
A arte realista coincidiu com a predominância da mentalidade científica e a influência positivista, sendo que muitas peças mais pareciam teses.
³  Roubine- Jean-Jacques- A Linguagem da Encenação Teatral. Jorge Zahar-Rio de Janeiro,1998.
4 Constantin Stanislavsky (1863-1938), pseudônimo de Konstantin Sergueievitch Alekseiev, nasce em Moscou. Criado no meio artístico, cursa durante um tempo a escola teatral. Passa a dirigir espetáculos e, junto com Nemorovitch-Dantchenko, cria o Teatro de Arte de Moscou, pioneiro na montagem de Tchekhov. Cria um método de interpretação em que o ator deve "viver" o personagem, incorporando de forma consciente sua psicologia. Seu livro ''Preparação de um ator'', é divulgado em todo o mundo e seu método é usado em escolas como o Actor's Studio, fundado nos EUA, na década de 30, por Lee Strasberg.





TEATRO GREGO X TEATRO CONTEMPORÂNEO
Os espetáculos na atualidade, por uma questão de ordem econômica, e de esvaziamento cultural, estão cada vez mais reduzidos no que diz respeito ao elenco. Por exemplo, no Teatro Grego o coro era composto por inúmeros cidadãos e hoje em dia pode-se fazer teatro apenas com um ator em cena, sem perder a essência.
Em relação ao espaço cênico, propriamente dito, até o séc. V a.C. os teatros gregos eram construídos  de madeira. Os cenários eram bem simples, com fachadas de palácios, templos e tendas de campana. A skéne passou de tenda pintada, para arquitetura construída em pedra  na fase áurea do teatro grego.
Em relação ao teatro contemporâneo percebemos que a relação dos atores ou performances com o público funciona também de forma dinâmica. Muitos grupos teatrais ainda utilizam o palco italiano como fazer teatral. As histórias de conflitos entre familiares predomina no teatro contemporâneo, que explora formas cênicas e espaços cênicos diferenciados, na maioria das vezes.






TEATRO GREGO X TEATRO ROMANO
Os espetáculos de mimos e pantomimas eram os preferidos pelo público, pois que achavam muito mais simples e profundos, apelando para o sensorial da platéia.
Haviam espetáculos advindos e feitos pela Igreja, que duravam horas e por vezes, dias. Eram feitos em mansões (cenários em blocos), onde por partes, contavam longas histórias. Por vezes, os “atores” que não estavam em cena, já não se preservavam atrás das coxias, eles então, continuavam em cena, às vezes sentados, Às vezes comendo, mas com presença em cima do palco; sabendo a hora de agir e a hora de recuar. Obviamente, podemos ver essa adequação ao teatro contemporâneo, onde os atores ou performers se integram às diversas propostas sem limitações. Pois que hoje, a estrutura de palco italiano perdeu força, dando grande valia as novas (e nem tão novas) formas do fazer teatral.

Devemos considerar, como ponto fundamental, que o teatro – independente de seu tempo-espaço-, nunca perderá a essência, que é a ação de fazer o ser humano questionar e rever conceitos. Agregando assim, sentimentos raciocinados e de maior fácil entrega, pois que quando existe verdade, existe história a criar.





Figura 8-André Antoine. Fonte: http://www.google.com/imgres?imgurl=http://theatre.msu.edu/images/ta/Antoine_Andre-001.jpg&imgrefurl=http://theatre.msu.edu/images/ta/&usg=__WEUozKihWbTzvy2LxoZZ4LSN4Pw=&h=849&w=720&sz=548&hl=pt-BR&start=0&sig2=tKfDBMoSSk5QHs_B3j__









Figura 10- Vsevolod Meyerhold. Fonte: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://loosavor.org/pics/meyerhold/1/meyerhold.jpg&imgrefurl=http://loosavor.org/2006/08/biomechanics_social_engineerin.html&usg=__0EjAb6XZ1wSnOa6mwzSCF0LyxNU=&h=290&w=212&sz=22&hl=pt-BR













Figura 12- Bertold Brecht. Fonte:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhokRVzllNTI5fPD58UYu0wMln19MMlmw61udJewguEqEMaflh5gOaYf6T9qjoBB3k3cR4AnF9jtcwQSxiYur6vvNkLLXHcpITw7p2m-BO7rruk4Xeu3r9vS_KqNFmo585d6MLV_m2h5kFB/s1600/AVT2_Brecht_3404.jpeg&imgrefurl=http://ricardomalagoli.blogspot.com/&usg=__ZdMVPvfdxzdI4W9DLI9dX2910Mc=&h=500&w




Bibliografia:

Roubine- Jean-Jacques- A Linguagem da Encenação Teatral. Jorge Zahar-Rio de Janeiro,1998.

Duarte, Bandeira- História Mundial do Teatro III-Grécia

Portal São Francisco- http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-teatro/teatro-contemporaneo.php

BERTHOLD , M. História mundial do teatro. 1968 – Perspectiva, 2000.

quarta-feira, 2 de março de 2011

COM VOCÊ...

Se a felicidade me espera de braços abertos... o que eu espero para ser feliz?
Quem determina minha felicidade sou eu mesma e mais ninguém. Porém, preciso das pessoas que junto comigo a tornarão palpável e acessível. Preciso de pessoas que, junto comigo, farão os sonhos se tornarem reais.
TU és uma dessas pessoas, mas de fato, a mais especial!! Meus dias não seriam tão bacanas se tu não estivesses ao meu lado.
OBRIGADA por estar em minha vida e em meus sonhos... daqui há um tempo, os tornamos reais juntos.
Agora é nossa vez de buscar a nossa felicidade.
E que todos sejamos feliiiizes!

A gente não pode esperar pra ser feliz, né?