quinta-feira, 21 de outubro de 2010

UM DIA MUITO ESPECIAL, MUITO!

   Hoje foi um dia especial na minha jornada, aliás, muito especial!
   Eu e a Aninha fomos, pela tarde, na comunidade São Borja, no bairro Sarandi (Escola Humaitá.)
  A Brigada Militar fez um evento para comunidade e nós trabalhamos lá também. Um dia ensolarado, calor de rachar e muito sorrisos e pedidos em nossa volta. "-Tia, eu quero um chapéu, verde. Um chapéu verde." Filas enormes, Mil moradores ao todo, 600 crianças da escola e mais toda a comunidade.Nunca trabalhei pra tanta gente, nossa! Mas nunca tive tanta satisfação e tanta dedicação, como no dia de hoje. (Eu gosto muito de trabalhar com crianças, sempre. Porém hoje tinha todo um contexto que me deixava emocionada!)
Um sorriso delas e a gente se derrete.
   A Brigada queria tirar a impressão de "somos maus, porque somos policiais. A gente também quer o bem e quer ver vocês bem." E, sério, eles tinham isso nos olhares. A satisfação com que brincavam, organizavam e conversavam foi linda. Realmente, linda. 

Eu tô muito feliz, muito mesmo. Faceira como uma criança de 2,3,4,5...ADOREI OS ABRAÇOS, OS CARINHOS, A DANÇA DE RODA que fizemos. 











Claro, uma hora me lembrei do "Tropa de Elite 2", realmente não sei porque...Acho que foi a foto que tirei.


                                    
                                                                                                              

                                                     
    



Vou contar uma história rápida pra vocês: Eu também tinha medo de polícia quando tinha 6 anos. 
  Eu e meu amigo (Eu 6 e ele 7 anos), resolvemos dar a volta na quadra e avisamos minha mãe que deixou (era a primeira vez que saía com alguém que não fosse "gente grande", hiihiii. Então, meu amigo queria que colhêssemos alguma amostra de cada loja que passássemos... Resumindo, em vez de uma volta na quadra, fomos para a AVENIDA (algo muito, muito grande e misterioso para mim)...
Passamos em vários comércios, pegamos amostras de produtos (nos achando CIENTISTAS meeeesmo, mermãão!)
Porém, quando íamos mais longe, dois policiais nos barraram (QUE MEEEEEDO QUE EU SENTI.). Sentia medo de fazer algo errado, cometer algum delito, pedia para o Matheus para que voltássemos -eu não sabia voltar direito- mas ele era insistente e eu realmente adorei a "nossa aventura", uaaaaau!Voltando para a história, eles se aproximaram e o Matheus falou para que eu mentisse meu nome. Perguntaram o nome dele e ele inventou um, mas quando perguntaram o meu eu, eu, eu... tava "cagada" de tanto medo, medo de ser "presa" ou algo assim, medo de "apanhar"... ou sei lá... Então falei "-Izadora" e o Matheus logo disse "-Não, o nome dela não é esse..." e em seguida "-Droga, droga mesmo". Nos levaram na viatura e, chegando em nossa rua, fiquei olhando com olhos de crocodilo "NOSSA, QUANTA GENTE. O que será que houve?". A mãe do Matheus e a minha choravam e os vizinhos acudiam. Fiquei muito mal de ver minha mãe chorar, era a primeira vez que via ela chorando...
Passou o susto e passamos mais de 3 HORAS longe de casa... nossa, até hoje toda essa sensação fica em mim.



Pois é, criamos monstros e princesas em nossa imaginação, quando pequenos. As crianças nos transmitem toda uma energia, um gás, um sentimento desses que te fragilizam de uma forma... que às vezes nem queria sentir tão forte. É o instinto materno associado com milhões de outras coisas.

"Ver o sorriso de uma criança nos tempos atuais, mexe com a gente...sério"







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